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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Hamburguer de Microondas

Olá, caros amigos "ixtutantis" (aff).

Se existe um motivo muito bom para um estudantil ir ao supermercado é uma boa de uma greve. Todo ano ímpar tem uma (em 2010 teve uma também, mas foi por causa da copa) e tendo sobrevivido a mais de três (2007, 2009 e 2010) e ainda tendo em vista que ese ano é ímpar e provavelmente teremos mais uma greve, venho redigir este pequeno artigo para alertá-los sobre uma mercadoria pouco agradável.
Quando você vai ao mercado, já enjoado de miojo e decide procurar carne (CARNE!) você pode se deparar com algo assim:


Na embalagem parece gostoso


Wow, carne!
NOT! A imagem de um pedaço de carne suculenta pode provocar uma tentação quase irresistível em você, pervertido estudante. Mas não se engane. Quando você abre a embalagem, já brocha se decepciona. Beleza, já que você comprou esse troço, vamos por no microondas e comer.
Você, esperando que pelo menos depois de quente o hamburguer ficasse mais parecido com comida, sofre uma segunda brochada decepção. Um prato com uma rodela de carne que parece bucha velha e cheio de água. Água. É igual a olhar para um... não sei.

Nham, nham!

Mesmo assim, como você não admite que é um burro que gastou dinheiro com uma bucha de microondas, resolve comê-la (no feminino mesmo) na última esperança de que o sabor compense a aparência.
Tolinho! Você está comendo isopor! A textura do hamburguer é tão delicada que pode se sentir uns grãos se enroscando nos dentes. Dez segundos de amargura depois, o bolo de bucha-isopor pré digerido está a caminho de seu destino.
Então você (você mesmo que lê este artigo) percebe que ainda tem fome.
E faz um miojo.

Sente só a textura, o molejo!

Nota: 10e-9 (pra não ser zero, também)
Preço: depende da marca. Não sai por menos de R$1,00.

Aqui me despeço (ia escrever despido, mas eu estou com roupa)
Inté

terça-feira, 22 de março de 2011

Jet Lanches - Porque o descaso é o nosso forte!

Boa noite, caros colegas!

Hoje, venho incrementar sobre o assunto lanchonetes na esplendorosa cidade de São Carlos, que é conhecida pelos lanches "quase dois", que mata a fome e quase o portador dela, de tão grande.

Mas terminemos os elogios por aqui e comecemos a falar do Jet Lanches.

O sãocarlense universitário, nato ou naturalizado, sabe que é muito difícil depender de comida não-caseira para sobreviver e é nesse contexto que estabelecimentos como esse não vão à falência. Isto se deve simplesmente ao fato de que o Kastor não abra aos sábados e o Amadeu é longe da minha casa (e foi por isso que eu conheci o lugar). Claro que o fato de ter gente que mora perto do Jet deve fazer da preguiça um fator determinante para a consolidação do negócio; o que eu quero frisar aqui é que o lugar não é bom em nenhuma aproximação, a não ser que você passe fome.

Falar que o atendimento é ruim é eufemismo - é hediondo! Demoram para anotar o seu pedido, esquecem dele e não se dão ao trabalho de perguntar, pelo menos novamente, se já foste atendido. Para levarem o cardápio até a mesa, leva tempo. Quem vê eu falando isso, deve pensar: "Pô, mas às vezes o lugar é cheio de gente e o garçom não enxerga o cliente'' (o que para mim não serve como desculpa, pois deve sempre haver mecanismos para que o cliente seja sempre atendido, nem que seja duas vezes - excesso é sempre melhor que a falta), mas não! Fui três vezes lá, duas vezes estava praticamente vazio e demorei DUAS HORAS - não é figura de linguagem não! E no final da segunda hora, depois de eu ter ido reclamar duas vezes no balcão que o meu lanche estava demorando, veio um cidadão perguntar se eu já havia feito o pedido...

Uma das vezes, fui com o Pedrollo (sim, o mesmo estressadinho que falou mal da Viação Motta, nesse blog, hehehe) e ele pôde ver com os próprios olhos o descaso que é aquele lugar. As pessoas que são "da casa" eles tratam com bastante empatia - mas o restante é resto.

E, no final, depois de várias horas a fio esperando pelo bendito lanche, mesmo com toda a fome, com toda a síndrome de starving marvin, ainda pude perceber que o lanche de lá não era bom! E olha que era bacon! (precisa ser muito chief para conseguir fazer algo ruim com bacon! É um feito quase tão difícil quanto fazer arroz empapado e duro...)

Aí é que está. O atendimento é uma bosta, o lugar não é o mais confortável do mundo, o lanche é ruim e o preço não é dos mais baratos... Por que fui mais de uma vez para lá então?! Simples, o Kastor não abre dias de sábado e o monopólio de cachorros quentes me forçava a subir a rua e dar mais um voto de confiança para o lugar - e sempre voltei contrariado.

A única coisa boa do lugar é que eles têm uma mesa de bilhar - mas isso pode-se encontrar em outros lugares - até o Varanda tem "sinuca". E é por isso que eu digo: negada, o crime não compensa! Peça uma pizza, quando não tiveres onde comer...

Ah, eles têm delivery. Se de tudo, você não tiver o que comer, peça pelo telefone que pelo menos é mais garantido de ser atendido (nunca usei esse serviço, mas vai saber...).

NOTA:0,5
ONDE:Alameda dos Crisântemos, 583 - Cidade Jardim São Carlos
BOM PARA: levar um amigo, quando quer sacanear com ele.

domingo, 20 de março de 2011

Viação Motta - Viaje!

Para escrever este post eu procurei um pouco de informação no site da empresa, e lá encontrei algumas coisas que teriam me agradado caso eu não a conhecesse.

Para quem quiser conferir: "www.motta.com.br".

Fundada em 1967, portanto, acho que um pouco macaca-velha no ramo, a Viação Motta começou a operar entre os estados paulistas e mato-grossenses (atualmente, Mato Grosso do Sul). Hoje ela tem atendido mais de 400 cidades interligando os estados de SP, MS, MT, PR, MG, GO, DF e RJ. Sua sede fica em Marília (SP). E seu site é classificado nota 3,8 na Escala Mello-Oliveira.

Minha expericência prática com a Viação Motta advém de duas viagens traumáticas; por sinal, as minhas duas piores viagens de longa distância no quesito transporte terrestre... Para ser sincero, não sei se foram as minhas duas únicas nesta companhia.

A primeira aconteceu em 1993, de Cuiabá (MT) a Balneário Camboriú (SC). Tempo de viagem: 40h - coisa ruim é até de se esperar, mas na medida do possível, os funcionários devem fazer os maiores esforços do mundo para que os desconfortos sejam reduzidos. Tirando a parte do homem que estava fedendo na minha frente, acho que bêbado, os ônibus paravam muito, mas isso é reclamação comum. O problema pode ser solucionado com programação linear, mas isso pode ser exigir demais em logística humana, só deve prestar para cargas mesmo. Quanto à Motta em específico, reclamo na verdade é da condição dos ônibus, uma lataiada toda!!
Ao longo dos 1990 km, o banheiro foi lavado duas vezes. Uma delas foi em Campo Grande, a outra no Paraná (quase uma por estado). O banheiro fedia! Nuss! Todo mundo conhece aquele cheiro de produto químico roxo jogado em cima de urina... Os passageiros reclamaram, as respostas dos motoristas eram diretas e inquestionáveis "vai lavar o banheiro só depois". Às duas horas da tarde no interior do Paraná (aliás, estou no interior do PR exatamente agora!), finalmente chegou o momento da higienização. Tinha um problema: ninguém tinha almoçado! O motorista parou o dozerrodas na garagem, ficamos esperando a lavagem do banheiro, criança chorando, gurizada reclamando, a fome apertando que era uma beleza! E pelas duas e meia almoçamos azul. Enfim nós chegamos. Mas isso após muitas horas de chateação. Ali experimentei algo que já teria definido: a Viação Motta é ruim.
A segunda viagem talvez tenha sido ainda pior, o dono da Motta certamente não viaja nos mesmos ônibus que eu. O ônibus QUEBRAVA! Observação especial para o tempo verbal utilizado (terminação "ava"). Ah... que beleza, ah... Que legal! Aconteceu em 2007.Tirando a parte da falta de respeito na relação funcionário/cliente, pois já parecia praxe, a viagem Cuiabá a Rio de Janeiro, 2025 km, (36h, que virou 40h) foi tão traumática quanto. Eu comprei a passagem e lembrei da primeira experiência, eu tinha esperança de que as condições tivessem melhorado, visto que haviam se passado quase 15 anos da outra referência mottistica; mas serviu para bater o martelo a favor da nota que colocarei hoje. Vou explicar. A imprensa local da cidade paulista de São José do Rio Preto quase publicou: "segundo a Delegacia de Polícia lixamento de motorista de ônibus de companhia paulista foi gerada pela falta de consideração com os clientes". Hipérboles à parte, passamos a viagem inteira reclamando das horríveis condições do ônibus. Até que às 22h da noite, depois de diversas paradas para improvisação do motorista na caixa de câmbio, que quebrAVA, o veículo precisou ser definitivamente encostado até a chegada de um mecânico. Em uma parada o motorista perdeu a carteira no acostamento. Ninguém havia jantado. Estávamos todos furiosos, inclusive o motorista, que depois de alguma explicação - lógica - convenceu a massa de aproximadamente 40 pessoas, de que ele também era vítima daquela situação, visto que a Viação Motta não melhorava os ônibus há muito tempo e ele só tinha aquele emprego. O mecânico chegou ao ônibus estacionado no acostamento da rodovia, deu um jeitão para chegarmos à cidade Rio Pretense, a mais próxima. Lá, finalmente jantamos, e enquanto isso, achávamos que o ônibus estava sendo trocado, obviamente, porque não havia outro carropior que "aquele", e "aquele", já estava decididamente no ferro-velho. Ou será que não? Tá, não!!! Havia uma garagem nesta cidade, mas não para gente. Quando ficamos sabendo pelo motorista que a substituição não seria possível, os passageiros ficaram verdes novamente, agora de enfurecimento, e uma greve expontânea surgiu com faixas coloridas, caras pintadas e pneus queimados na rua, protestando contra aquela viagem. Tá... não teve nada disso. Mas fato é que ninguém subiu enquanto não fosse trocado por um melhor. Não quero de forma alguma passar a imagem ruim do motorista, que fez de tudo por nós, na medida do possível, e me parecia estar muito estressado com aquela situação toda. Até porque aquela devia ser somente mais uma viagem do trabalhador trabalhador (substantivo e adjetivo, respectivamente) que era; e outros casos desses já deviam ter acontecido. No final, outro ônibus chegou, mas, à controvérsia das esperanças de "num carro melhor, lá chegaremos", veio outro quase igual, pode-se dizer gêmeo. Como estávamos todos cansados, encostados em uma praça de São José do Rio Preto, e com a promessa de melhora das condições (inclusive banheiro zerado), subimos e continuamos a batalha. Para finalizar, chegando no Rio de Janeiro, já com outro motorista, o segundo carro quebrou novamente; que precisou ser consertado de improviso. E chegamos (eee!). Falei para minha irmã, que me acompanhou nas duas viagens, que não mais viajaria pela empresa de forma alguma. E assim o fiz.


motta.com.br explora a publicidade Motta:

Apresentação
Hoje, a Viação Motta tem em sua frota os ônibus mais modernos fabricados no Brasil, todos equipados com toalete, poltronas super pulman, som ambiente, geladeira, vidros fumê colados, tapetes, porta copos individuais, terceiro eixo, suspensão a ar, etc.


Visão
Ser reconhecida, ao longo dos próximos três anos, como a melhor transportadora de pessoas, cargas e encomendas nas ligações que executa, buscando sempre a ampliação dos mercados emergentes e a excelência dos serviços prestados


A primeira viagem se escreveu em 1993. A segunda em 2007. Pelo exposto no site, poderíamos pensar que houve uma revolução na companhia, tanto de propaganda quanto de sua infraestrutura. Eu poderia finalizar o post agora, dar a nota e ir almoçar, mas acho merecedor pincelar uma história que foi a fonte da ideia para criticar a companhia. No ano de 2010 a Tais foi viajar de São Carlos para Poços de Caldas (MG). Era véspera de feriadão e a única empresa que fazia este percurso. A mestranda comprou a passagem, mas quis trocá-la por outro horário, com aviso de um dia de antecedência. O guichê, funcionário classificado como "grosso" pela cliente, avisou que o outro ônibus não teria ar condicionado, e por ser reserva, era pior. Aconteceu que ela permaneceu com o horário original para viajar em melhores condições. Porém, 1h após a saída, em Araraquara, o ônibus titular quebrou. Rá! Três horas de palavras-cruzadas na estrada. O ônibus reserva (que tinha sim ar condicionado! e por má-vontade não trocou a passagem!) passou! Fizeram um acoxambre no ônibus da nossa amiga para seguiram viagem.

Porém o ônibus quebrou novamente. Permitindo-me dizer que o ônibus QUEBRAVA! Mais três horas olhando a janela. Até substituírem o carro por um reserva do reserva! Afinal de contas, o "reserva-titular" estava chegando em Poços de Caldas a essa hora. O ônibus fedia e o conforto era péssimo. Ela também falou que nunca mais viajaria de Motta.
Conselho direcionado a qualquer internauta.

Empresa: Viação Motta.
Nota: 0,95.
A empresa vai ter que mudar de nome, carro e cor se quiser recuperar sua imagem comigo. E não me avisar seu nome anterior!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Celular KP 130 - LG

Sabe quando a gente tem um celular e fica torcendo para que roubem? Pois é, bem...

Por aproximadamente duas vezes eu cheguei a achar que o tivessem me roubado, ou que eu o tivesse esquecido num algum canto que eu não mais reencontra-lo-ia. Mas sempre o bendito era visto por alguém (às vezes eu mesmo) e ele retornava às minhas dependências. Certa vez viajei aproximadamente 1.500 km, de Cuiabá a São Carlos, deixei ele na primeira cidade simplesmente porque não achei e não queria procurá-lo. Não faria nenhuma diferença. Talvez assim eu quisesse algum outro melhorzinho. Nada triste voltei à cidade do mestrado imaginando que alguém tivesse ficado feliz em encontrá-lo. Poucos dias depois, eis que minha família achou o eletronikozinho debaixo do banco da Saveiro. Ou seja, em algumas semanas ele já estava comigo novamente, e nem os milhares de quilômetos foi suficiente para nos separar, hein.

Finalmente, em janeiro de 2011, no primeiro dia de retorno a São Carlos outra vez "a causa de los estudios", e, enquanto eu fui tomar banho ou preparar um pão com atum e goiabada na cozinha, alguém entrou no meu quarto e levou o danado e outros objetos. Não que eu tivesse encontrado o ladrãozinho no quarto, mas eu era o único na república e, como saí deixando a minha janela aberta, foi a única resposta plausível que escolhi. Sinceramente, tbm não fiquei muito triste por terem levado o meu tênis - outro objeto que comprei, queria um tênis para correr - mas aquele lá não me ajudou tão bem nisso.
Então levaram o celular e passei mais de mês sem me preocupar em encontrar outro para substituí-lo, pelo trauma sobrevivido...

Bem, devo explicar logo o pq de não ter gostado dele.
Este foi o 1º celular com a tecnologia CDMA que comprei, em março de 2009.
Identificação: CELULAR LG KP 130 - R$150 - na loja da Oi do Shopping Iguatemi São Carlos.

Muitos podem achar barato, mas se venderam tem que ser para satisfazer sua clientela.



Na primeira semana ele já apresentava uns ruídos estranhos. Talvez algo que tivesse me lembrado aquelas máquinas fotográficas caseiras, que a gente faz com latinha de Nescau: se eu apertava, rangia; se eu torcia, o letreiro sumia; se eu colocava no bolso da calça jeans, quebrava o cristal. Foi exatamente isso que aconteceu com poucas horas de celular:
Fui viajar para Cuiabá e na rodoviária, ao verificar a hora para ver se eu tinha me atrasado, pimba! Não tinha como ver! Fiquei irritado pq não fazia um mês e ele já havia me deixado na mão. Como eu estava partindo de viagem, demoraria mais algum tempo até conseguir retornar à loja para cobrar a garantia. No final das contas a companhia de ônibus já tinha encerrado a venda de passagens e daí perdi o busão para Cuiabá.
Voltei à loja da "Oi"!, troquei com certa burocracia o aparelho e beleza.

Ao substituí-lo, o bichin rangia igualzinho! Olhei torto. Conformei.
Prazo de garantia: Uns 24 meses! E até lá eu a usei outras duas vezes a garantia para conserta-lo.
Nessas duas, o celular simplesmente precisou ser formatado e reprogramado. Como se fosse um computador, sabe, que dá pau e precisa ser formatado. Foi mais ou menos isso que o Diego Boliviano, parceiro das antigonas de Cuiabá fez... lá na assistência desta cidade.

Outros problemas de caráter técnico podem ser citados:

A luz emitida pelo display era fraca para enxergar qualquer letra na luminosidade média.
A foto era horrível (2MP). Mas convenhamos, tenho uma máquina fotográfica, ou seja, a foto do celular é indiferente p/ mim.
Ou meus dedos são desajeitados, ou o problema é com as teclas, pois era péssimo digitar qualquer coisa nele, e como sou alguém com dedos não tão dejaseitatos assim, desconfio que seja o celular.
A interface: pouco inteligente.
Volume muito baixo para conversa, a ponto de algumas vezes ser necessário acarcar (interessante o verbo) contra minha cabeça; mesmo sabendo que os radiólogos sempre falam que n devemos fazer.
Mémória baixíssima! Inclusive para mensagens SMS. Assim, com frequência eu tinha que zerar a caixa.

Tinha suas vantagens:
Pequeno, leve, básico.
Caiu muitas vezes e nunca tive problemas com isso, mesmo pensando "Eba! Agora foi!".

Enfim:
Recomendo à companhia fabricante nunca mais produzir essa tal de LG KP 130 pois é um verdadeiro desperdício de matéria-prima. Assim, silícios dos EUA poderiam ser economizados, petróleo da região dos campos fluminenses poderiam ter também sido economizados, e tempo dos engenheiros que o fabricaram poderiam ter sido investidos com suas famílias.
Justifico com tudo isso a nota: 0,95!
Sem maldade nenhuma!
Um abraço!
Sincero!