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terça-feira, 22 de março de 2011

Jet Lanches - Porque o descaso é o nosso forte!

Boa noite, caros colegas!

Hoje, venho incrementar sobre o assunto lanchonetes na esplendorosa cidade de São Carlos, que é conhecida pelos lanches "quase dois", que mata a fome e quase o portador dela, de tão grande.

Mas terminemos os elogios por aqui e comecemos a falar do Jet Lanches.

O sãocarlense universitário, nato ou naturalizado, sabe que é muito difícil depender de comida não-caseira para sobreviver e é nesse contexto que estabelecimentos como esse não vão à falência. Isto se deve simplesmente ao fato de que o Kastor não abra aos sábados e o Amadeu é longe da minha casa (e foi por isso que eu conheci o lugar). Claro que o fato de ter gente que mora perto do Jet deve fazer da preguiça um fator determinante para a consolidação do negócio; o que eu quero frisar aqui é que o lugar não é bom em nenhuma aproximação, a não ser que você passe fome.

Falar que o atendimento é ruim é eufemismo - é hediondo! Demoram para anotar o seu pedido, esquecem dele e não se dão ao trabalho de perguntar, pelo menos novamente, se já foste atendido. Para levarem o cardápio até a mesa, leva tempo. Quem vê eu falando isso, deve pensar: "Pô, mas às vezes o lugar é cheio de gente e o garçom não enxerga o cliente'' (o que para mim não serve como desculpa, pois deve sempre haver mecanismos para que o cliente seja sempre atendido, nem que seja duas vezes - excesso é sempre melhor que a falta), mas não! Fui três vezes lá, duas vezes estava praticamente vazio e demorei DUAS HORAS - não é figura de linguagem não! E no final da segunda hora, depois de eu ter ido reclamar duas vezes no balcão que o meu lanche estava demorando, veio um cidadão perguntar se eu já havia feito o pedido...

Uma das vezes, fui com o Pedrollo (sim, o mesmo estressadinho que falou mal da Viação Motta, nesse blog, hehehe) e ele pôde ver com os próprios olhos o descaso que é aquele lugar. As pessoas que são "da casa" eles tratam com bastante empatia - mas o restante é resto.

E, no final, depois de várias horas a fio esperando pelo bendito lanche, mesmo com toda a fome, com toda a síndrome de starving marvin, ainda pude perceber que o lanche de lá não era bom! E olha que era bacon! (precisa ser muito chief para conseguir fazer algo ruim com bacon! É um feito quase tão difícil quanto fazer arroz empapado e duro...)

Aí é que está. O atendimento é uma bosta, o lugar não é o mais confortável do mundo, o lanche é ruim e o preço não é dos mais baratos... Por que fui mais de uma vez para lá então?! Simples, o Kastor não abre dias de sábado e o monopólio de cachorros quentes me forçava a subir a rua e dar mais um voto de confiança para o lugar - e sempre voltei contrariado.

A única coisa boa do lugar é que eles têm uma mesa de bilhar - mas isso pode-se encontrar em outros lugares - até o Varanda tem "sinuca". E é por isso que eu digo: negada, o crime não compensa! Peça uma pizza, quando não tiveres onde comer...

Ah, eles têm delivery. Se de tudo, você não tiver o que comer, peça pelo telefone que pelo menos é mais garantido de ser atendido (nunca usei esse serviço, mas vai saber...).

NOTA:0,5
ONDE:Alameda dos Crisântemos, 583 - Cidade Jardim São Carlos
BOM PARA: levar um amigo, quando quer sacanear com ele.

quinta-feira, 3 de março de 2011

KOMILÃO LANCHES (AMADEU)


Quem nunca procurou alternativas ao descobrir que era dia de picadinho no bandejão, ou então quando já havia saturado do miojo nosso de cada dia? E, para quem mora em São Carlos, dificilmente vai deixar de passar pelo estabelecimento do seu Amadeu nessa empreitada, carinhosamente apelidado de Gorduroso (ou Gordurozu, como alguns preferem grafar), famoso entre os alunos da USP, principalmente entre os que estudam no Instituto de Física.

Há quem vá pelo menos UMA vez para pelo menos ficar falando mal pelo resto dos dias de sua existência - mas não há um que fique os quatro anos ou mais da graduação e nunca pise lá. Há também aqueles que saem alcunhando o lugar de 'paraíso dos lanches' que, apesar de ser um título tosco, pode até refletir a realidade em certa instância.

Mas vejamos quais são as verdades verdadeiras do caso, doa a quem doer. Fato é, o lanche é realmente saboroso. Ouso dizer que trata-se de um dos melhores que já experimentei, perdendo apenas de um camarada que fazia lanches perto de casa, quando eu morava em Guaratinguetá, que infelizmente pendurou as chuteiras devido à clientela diminuta (momento nostalgia do Bonito Lanches, que colocava um purê inegualável no lanche).

Devaneios à parte, voltando ao que interessa, no Komilão há até a possibilidade de comer um
lanche vegetariano que, segundo uma amiga que não gosta de carne (há louco de todas as formas aqui nesse mundo), vale muito a pena - principalmente para aqueles que são como ela e não comem carne porque acha nojento e para os macrobióticos. Já para aqueles que não comem carne porque acham que fazem parte do mesmo círculo de reencarnação que a vaca, infelizmente o seu Amadeu frita tudo na mesma chapa... Porém, o melhor lanche que eu comi por lá, depois de quatro anos frequentando a espelunca, foi o lanche de bacon com provolone. O sabor é ímpar! A carne, reza a lenda, é de preparo próprio e o barulho da espátula batendo na chapa enquanto amasseta o hambúrguer é característico!

O que deixa um pouco a desejar são as condições sanitárias do lugar. Antigamente, rolava até aquela famosa coçadinha no tufo dos pelos do peito que pendem para fora do "avental" do chapeiro, bem como os espirros tuberculosos que em certa época do ano emanam de sua caixa toráxica... E ver o Amadeu lavando a mão naquele banheiro duvidoso não é nada encorajador, do ponto de vista higiênico!

Fizemos o teste do guardanapo para saber qualéquiera a do lanche de lá - teste que trata-se de esfregar um guardanapo por cima do lanche e ver se fica transparente -, e o lanche passou: pura gordura, o que pode ser ruim para alguns (para mim não, pois desconfio que o que faz o lanche dele ficar bom é justamente os lipídios que são constantes em seus lanches - nada que quatro voltas no kartódromo, plantando bananeira não queime). Outro ponto negativo que devemos ressaltar também é a programação da televisão. Pô, seu Amadeu, Datena ninguém merece né? E lá, todo dia de feira passa o gordo preconceituoso na quadradinha...

Mas acho que mesmo assim, o lanche compensa tudo isso. Inclusive, o pessoal do Chip's Burger podia aprender com o Amadeu como fazer um lanche de qualidade. Vale a pena pelo menos experimentar comer UM DIA lá.

O preço não foge muito do padrão sãocarlense: o meu bacon com provole sai por volta de R$10,00 e o lanche é realmente grande: mata a fome sem deixar qualquer espasmo.

NOTA: 3,5
ONDE: Em frente a igreja católica, na saída da Física.
BOM PARA: Comer um lanche com os amigos. Se a sua namorada for fresca, não convide ela!